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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

LITURGIA DO DIA - 11/01/2011

Santo do dia
Terça-feira da 1ª semana do Tempo Comum
Hoje a Igreja celebra : S. Teodósio, monge, +529, Sto. Higino, papa, mártir, +140
LEITURAS
Carta aos Hebreus 2,5-12.
Deus não submeteu aos anjos o mundo futuro de que falamos. Mas alguém, em certo lugar, atesta, dizendo: Que é o homem, para que te recordes dele, ou o filho do homem para que cuides dele? Fizeste-o por um pouco inferior aos anjos, coroaste-o de honra e de glória, submeteste tudo aos seus pés. Ora, ao submeter-lhe tudo, nada deixou que não lhe estivesse sujeito. Contudo, ainda não vemos que tudo lhe esteja sujeito. Vemos, porém, Jesus, que foi feito por um pouco inferior aos anjos, coroado de glória e de honra, por causa da morte que sofreu, a fim de que, pela graça de Deus, experimentasse a morte em favor de todos. Convinha, com efeito, que aquele por quem e para quem existem todas as coisas, querendo levar muitos filhos à glória, levasse à perfeição, por meio dos sofrimentos, o autor da sua salvação. De facto, tanto o que santifica, como os que são santificados, provêm todos de um só; razão pela qual não se envergonha de lhes chamar irmãos, dizendo: Anunciarei o teu nome aos meus irmãos, no meio da assembleia te louvarei.
Livro de Salmos 8,2.5.6-7.8-9.
Ó SENHOR, nosso Deus, como é admirável o teu nome em toda a terra! Adorarei a tua majestade, mais alta que os céus.que é o homem para te lembrares dele, o filho do homem para com ele te preocupares?Quase fizeste dele um ser divino; de glória e de honra o coroaste.Deste lhe domínio sobre as obras das tuas mãos, tudo submeteste a seus pés:rebanhos e gado, sem excepção, e até mesmo os animais bravios;as aves do céu e os peixes do mar, tudo o que percorre os caminhos do oceano.
Evangelho segundo S. Marcos 1,21-28.
Entraram em Cafarnaúm. Chegado o sábado, veio à sinagoga e começou a ensinar. E maravilhavam-se com o seu ensinamento, pois os ensinava como quem tem autoridade e não como os doutores da Lei. Na sinagoga deles encontrava-se um homem com um espírito maligno, que começou a gritar: «Que tens a ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus.» Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem.» Então, o espírito maligno, depois de o sacudir com força, saiu dele dando um grande grito. Tão assombrados ficaram que perguntavam uns aos outros: «Que é isto? Eis um novo ensinamento, e feito com tal autoridade que até manda aos espíritos malignos e eles obedecem-lhe!» E a sua fama logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Catecismo da Igreja Católica, §§ 2851-2854

«Vieste para nos arruinar?»

«Mas livrai-nos do mal». Nesta petição, o Mal não é uma abstracção, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O «Diabo» («dia-bolos») é aquele que «se atravessa» no desígnio de Deus e na sua «obra de salvação» realizada em Cristo. «Assassino desde o princípio, [...] mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), «Satanás, que seduz o universo inteiro» (Ap 12, 9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo, e é pela sua derrota definitiva que toda a criação será «liberta do pecado e da morte» (Missal Romano). «Sabemos que ninguém que nasceu de Deus peca, porque o preserva Aquele que foi gerado por Deus, e o Maligno, assim, não o atinge. Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sujeito ao Maligno» (1 Jo 5, 18-19). [...] A vitória sobre o «príncipe deste mundo» (Jo 14, 30) foi alcançada, duma vez para sempre, na «Hora» em que Jesus livremente Se entregou à morte para nos dar a sua vida. Foi o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo foi «lançado fora» (Jo 12, 31). «Pôs-se a perseguir a Mulher» (Ap 12, 13-16), mas não logrou alcançá-la: a nova Eva, «cheia da graça» do Espírito Santo, foi preservada do pecado e da corrupção da morte [...]. Então, «furioso contra a Mulher, foi fazer guerra contra o resto da sua descendência» (Ap 12, 17). Eis porque o Espírito e a Igreja rogam: «Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22, 17.20), já que a Sua vinda nos libertará do Maligno. Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Nesta última petição, a Igreja leva à presença do Pai toda a desolação do mundo. Com a libertação dos males que pesam sobre a humanidade, a Igreja implora o dom precioso da paz e a graça da espera perseverante do regresso de Cristo. Orando assim, antecipa na humildade da fé a recapitulação de todos e de tudo n'Aquele que «tem as chaves da morte e da morada dos mortos» (Ap 1, 18), «Aquele que é, que era e que há-de vir, o Todo-Poderoso» (Ap 1, 8).

Fonte: Evangelho Quotidiano

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

LITURGIA DO DIA - 11/01

Santo do dia
Hoje a Igreja celebra : Sto. Higino, papa, mártir, +140
LEITURAS

Livro de 1º Samuel 1,1-8.
Havia em Ramataim um homem de Suf, nas montanhas de Efraim, chamado Elcana, filho de Jeroam e neto de Eliú, da família de Toú e do clã de Suf, de Efraim. Tinha duas mulheres, uma chamada Ana e outra Penina. Esta tinha filhos; Ana, porém, não tinha nenhum. Todos os anos, este homem subia da sua cidade a Silo, para adorar o Senhor do universo e oferecer-lhe um sacrifício. Aí se encontravam os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, sacerdotes do Senhor. Cada vez que Elcana oferecia um sacrifício, dava a porção correspondente à sua mulher Penina, bem como aos seus filhos e filhas. Mas dava uma porção dupla a Ana, porque a amava mais, embora o Senhor a tivesse tornado estéril. Além disso, a sua rival afligia-a duramente, humilhando-a, por o Senhor a ter feito estéril. Isto repetia-se todos os anos, quando Ana subia ao templo do Senhor; Penina zombava dela. Ana chorava e não comia. Seu marido dizia-lhe: «Ana, porque choras? Porque não comes? Porque estás triste? Não valho para ti tanto como dez filhos?»
Livro de Salmos 116(115),12-13.14-17.18-19.
Como retribuirei ao SENHOR todos os seus benefícios para comigo? Elevarei o cálice da salvação, invocando o nome do SENHOR. Cumprirei as minhas promessas feitas ao SENHOR na presença de todo o seu povo. preciosa aos olhos do SENHOR a morte dos seus fiéis. SENHOR, sou teu servo, filho da tua serva; quebraste as minhas cadeias. Hei-de oferecer-te sacrifícios de louvor, invocando, SENHOR, o teu nome. Cumprirei as minhas promessas feitas ao SENHOR na presença de todo o seu povo, nos átrios da casa do SENHOR, no meio de ti, Jerusalém!
Evangelho segundo S. Marcos 1,14-20.
Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, e proclamava o Evangelho de Deus, dizendo: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho.» Passando ao longo do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. E disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens.» Deixando logo as redes, seguiram-no. Um pouco adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco a consertar as redes, e logo os chamou. E eles deixaram no barco seu pai Zebedeu com os assalariados e partiram com Ele.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI] Vom Sinn des Christseins (a partir da trad. Un seul Seigneur, Mame 1971, p. 18)

«O Reino de Deus está próximo»

Temos de nos interrogar sobre a verdadeira mensagem de Cristo: o que foi que Ele anunciou exactamente? O que foi que trouxe aos homens? Recordaremos que São Marcos resume a mensagem de Cristo numa simples frase: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho».«Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo». Temos de ver, por detrás destas palavras, toda a história de Israel, esse pequeno povo que foi brinquedo das grandes potêncis deste mundo. Um povo que tinha experimentado, por assim dizer, a mão de todos os impérios que se sucederam neste sector da história; que sabia até que ponto o poder humano - nomeadamente o seu próprio poder - era incapaz de alcançar a salvação; que sabia muito bem que todos os governos humanos agem de forma humana, ou seja, de forma frequentemente medíocre e discutível. No meio desta experiência de uma história cheia de traições, de submissão, de injustiça, Israel tinha aspirado ardentemente a um reino cujo rei fosse mais do que um homem, fosse o próprio Deus, o verdadeiro Senhor do mundo e da história. Só o reino Daquele que é a Verdade e a Justiça seria capaz de trazer aos homens a salvação e o direito. E eis que o Senhor vem responder a esta secular expectativa, proclamando: completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. [...] Apercebendo-se rapidamente do hiato existente entre esta expectativa e a correspondente realização, a teologia cristã começou, com o passar do tempo, a transformar o Reino de Deus num reino do céu, situado no além. A salvação dos homens foi transformada em salvação das almas, que terá lugar, também ela, no além, depois da morte. Mas esta resposta é inadequada. Porque a grandeza da mensagem de Cristo reside precisamente no facto de Ele não ter falado apenas das almas do além, mas Se ter dirigido a todo o homem, com a sua corporalidade, a sua inserção na história e na comunidade humana, tendo prometido o Reino de Deus ao homem vivo, ao homem de carne e osso que vive no meio dos outros homens, empenhados nesta mesma história.
Fonte: Evangelho Quotidiano